terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Adolescentes e consumo de drogas

Durante sua adolescência os jovens são propensos a entrar em contacto com o álcool e outras drogas, e vão fazer as suas próprias opções sobre como responder a esses desafios. Compreensivelmente, este é um motivo de preocupação para muitos pais.
De acordo com o último relatório do IDT sobre consumos de álcool e droga por jovens [veraqui], a partir de inquéritos realizados a alunos do 3.º ciclo e do secundário, o consumo de substâncias ilícitas em 2011 aumentou relativamente a anos anteriores. A cannabis (haxixe) foi a substância mais utilizada. 29% dos alunos inquiridos relataram que, pelo menos uma vez na sua vida, consumiram droga.
Adolescência: um momento desafiador
A adolescência é um período em que a criança está a desenvolver a sua própria identidade, onde a experimentação e o aumento do risco são comuns. Esta etapa pode ser um momento desafiador para os pais, bem como crianças e jovens.
Como os adolescentes aprendem sobre drogas?
Os jovens aprendem sobre drogas com uma série de fontes, como os seus amigos, família, meios de comunicação e na escola. A maioria das escolas trata o tema das drogas como parte do currículo escolar, com o foco sobre o tabaco, álcool e drogas.
Muitos jovens, porém, ainda preferem os seus pais para serem a sua principal fonte de informação. Os pais têm uma forte influência sobre os seus filhos, e se falarem aberta e honestamente sobre drogas é um passo que os pais podem tomar para influenciar a atitude dos seus filhos quanto às drogas. Esteja ciente de que o seu modo de vida e a maneira como, eventualmente, usa determinadas substâncias, tais como remédios, cigarros e álcool, também pode ter influência sobre as decisões que os seus filhos fazem sobre o seus próprios comportamentos e consumos de drogas.
Mantenha-se informado
Conversar com os adolescentes sobre a cannabis e outras drogas é um passo positivo para prevenir ou gerir problemas. Se eles acham que podem falar com você sobre assuntos sensíveis, você pode ter certeza que eles estão recebendo informações confiáveis. Primeiro, verifique se você está bem informado. As coisas mudaram ao longo dos anos, por isso mesmo os pais que tiveram suas próprias experiências com vários tipos de consumo precisam de verificar os factos.
Fale com o seu filho
Um dos primeiros passos para uma comunicação eficaz com seu filho sobre drogas é ter em mente que a comunicação é um processo de duas vias. Tente mostrar ao seu filho que está interessado no que ele tem a dizer e está disposto a ouvir. Oiça atentamente o que eles dizem. Ao falar sobre o consumo de drogas, os pais podem cair na armadilha de dizer aos seus filhos o que eles deveriam fazer. Use a palavra "eu", em vez de "você" ou "tu". Por exemplo, dizer "Eu estou realmente preocupado com ...", em vez de "Você deve ..." ou "Tu deves ...". Tente usar questões abertas em vez de perguntas que podem ser respondidas com um sim ou não.
Estabelecer limites e fronteiras
Estabelecer limites e fronteiras é útil para firmar alguns acordos sobre o comportamento em relação ao álcool e outras drogas. Crie regras, diretrizes e disciplina consistentes e justas. As crianças preferem agir dentro de regras estabelecidas e fazer bem quando estes são claras. É evidente que as regras terão de mudar quando o seu filho ficar mais velho. Como as crianças entram na fase da adolescência é bom envolvê-las na definição de regras e diretrizes. Elas, então, ficam mais propensas a assumi-las.
E sobre a pressão dos colegas?
A adolescência é uma época de enorme mudança para os jovens. Eles podem-se tornar muito inseguros de si próprios e são mais propensos a fazer coisas para tentar agradar ou impressionar os seus amigos. Este é um momento vulnerável para o seu filho. Você precisa ser solidário e preparar a criança para lidar com a pressão dos colegas. Uma maneira de iniciar discussões sobre drogas ilegais pode ser a dramatização de cenários que podem ocorrer e dar aos seus filhos exemplos do que eles podem dizer ou fazer.
Conversar com o adolescente sobre a pressão dos colegas também é benéfico. Deixe-os saber que você se lembra o quão difícil pode ser a sua idade e que entende a sua necessidade de se adaptarem e serem aceites pelos outros. Ajude-os a perceber que um amigo que os pressione a fazer algo que pode ser prejudicial, não é uma atitude muito de um amigo. Incentive o seu filho a não deixar que os outros o manipulem ou tomem decisões por eles.
Pode também ajudar o seu filho a lidar com a pressão dos colegas se conhecer os amigos dele, de modo a que você saiba sempre com quem estão e para onde estão indo. Faça um esforço para conhecer os pais dos amigos do seu filho. Isso mantém uma comunicação aberta e pode ser um grande apoio caso você venha a enfrentar situações difíceis.
Como posso saber se o meu filho está a usar drogas?
Não há sinais específicos físicos ou mudanças de personalidade que possam indicar com certeza que alguém está a usar drogas. Um comportamento que não é característico de uma pessoa pode indicar o uso de drogas, mas também pode indicar um problema que não é relacionado com drogas.
Os sinais que não são características de uma pessoa, que podem exigir sua atenção, independentemente se está envolvido no consumo de drogas, incluem:
  • alterações de humor, explosões repentinas;
  • ficar fora até tarde ou não voltar para casa;
  • ausências frequentes de trabalho ou na escola ou se verificar declínio no desempenho no trabalho ou na escola;
  • necessidade inexplicável de dinheiro, ou dinheiro e objetos de valor desaparecendo;
  • diminuição da frequência de atividades extracurriculares, menor interação com a família;
  • mudança súbita ou percetível em amigos;
  • cansaço ou mudanças nos padrões de sono;
  • alterações nos padrões alimentares;
  • perturbações da memória e falta de concentração;
  • olhos vidrados ou com sangue;
  • letargia e perda de motivação;
  • deterioração da aparência física e da higiene pessoal.
O que fazer se seu filho está a consumir drogas
Se suspeitar ou está preocupado que o seu filho possa estar a consumir drogas, fale com ele para descobrir qual é o problema. Eles podem não querer falar sobre isso imediatamente, mas eles são mais propensos a falar consigo se eles saberem que os vai ouvir.
Fazer buscas no quarto do seu filho poderá fazer mais mal do que bem. O seu filho vai saber que não confia nele, e, como consequência, a confiança dele em si pode ser prejudicada. Ameaçá-los pode apenas levá-los a distanciarem-se e deixarem de falar consigo. Discuta com ele o que ele considera serem os benefícios e as consequências do uso de drogas. Esta pode ser uma oportunidade para dar-lhe novas informações sobre os riscos do consumo de drogas. O seu filho é a melhor fonte de informações sobre o que está a acontecer com eles. Demonstre-lhe que quer entender e que se importa.
Se suspeita que o seu filho está a enfrentar problemas com álcool ou outras drogas, deve conversar com o seu médico ou serviço local de intervenção do IDT, e ver o que pode ser feito e como obter ajuda.

Dicas práticas para lidar com a birra do bebê

Conforme o bebê cresce, fica mais difícil distraí-lo para que ele não entre em crise. E se sua vontade não é satisfeita, parece que você tem um touro bravo em casa. Há horas em que realmente você gostaria de se trancar no banheiro, para não ouvir tanta choradeira. Então, deixo aqui algumas dicas para que você sobreviva às crises de birra, ou tente evitar as próximas!
1) Avise com antecedência sobre o que acontecerá a seguir. Mudanças na rotina podem ser muito mal vistas pelo seu bebê. É você quem sempre dá o almoço para ele, mas hoje você terá que sair e deixar a função com a vovó? Já avise desde o momento em que seu filho acordar sobre a mudança de planos. Já está perto da hora de ir embora da festinha? Faça uma contagem regressiva: “filho, em 10 minutos nós iremos embora”, “filho, só mais 5 minutos e iremos para casa”, “filho, só mais um minuto nesse brinquedo, pois temos que ir para casa”. Isso não garante que ele não chorará na hora de deixar a festa, mas aumenta as chances de que a ida ocorra sem grandes transtornos.

2) Evite a crise, pois lidar com ela instalada é bem mais difícil. Evite atrasar os horários de soneca e alimentação, pois bebê cansado ou com fome é sinônimo de bebê birrento.

3) Abrace seu filho. No meio da crise, quando seu filho está chorando sem parar, é difícil que escute o que você está dizendo. Para que ele comece a ouvir, abrace-o firmemente. E fique assim por alguns instantes. Apenas com a sua presença, pode ser que ele se acalme a ponto de conseguir manter um diálogo.

4) Avalie a necessidade do castigo. Já consegui evitar algumas crises apenas dizendo para minha filha que se ela começasse, iria para o “cantinho do castigo” (e ela sabe que quando eu falo, eu cumpro). No começo eles não entendem o conceito de “ficar de castigo”, mas depois de algumas vezes sabem muito bem que é chato ficar sem brincar, quietinho num canto até que mamãe libere a saída. Para muitas crianças, o pior castigo é retirar do filhote um brinquedo de que ele goste muito, ou privá-lo de algum passeio. E não amoleça, se não quiser ter uma crise de birra ainda maior da próxima vez.

5) Filme seu filho durante a crise (método pouco ortodoxo, mas com resultados bem interessantes). Logo que Catarina nasceu, uma amiga me contou de sua tática para acabar com a birra do filho: mostrar para ele a gravação de seu comportamento durante a crise. Nessa semana fizemos o mesmo aqui em casa: filmei a crise e depois mostrei para a pimentinha. Vocês precisam ver com que expressão de surpresa ela assistiu à gravação! E no dia seguinte, quando a situação que causou a crise iria se repetir, ela parou antes do colapso, apenas pela referência ao filme. Faça a experiência!!!!


Sobre o cantinho do castigo, broncas e afins

Eu realmente gostaria de poder dizer que minha filha é um anjo, que nunca aprontou escândalo, que jamais desobedeceu uma ordem minha. Mas não posso. Não, essa definitivamente não é minha Catarina. E no fundo, eu sei o porquê. Não, eu não me acho uma mãe descuidada, ou permissiva, que deixa a filha fazer o que bem entende e que não tem a menor intenção de educá-la. Muito pelo contrário, eu sempre me preocupei (e muito!) em ser um exemplo de educação, de bom convívio, de respeito ao próximo; e de incentivar que ela tivesse as mesmas ações. O que eu sinceramente acho é que quando você dá espaço, autonomia de pensamento a uma criança, quando pergunta sua opinião e decide ouvi-la (claro, dentro do que você acha adequado compartilhar com ela e respeitando seu limite de entendimento), aquela pessoinha resolve te testar e discutir a sua razão. Mais ou menos o que acontece conosco em outra situação: quando você tem um chefe ranzinza, fechado, duro, você entende que o melhor que você pode fazer é ficar com a boca fechada. Mas se o seu superior é aberto, te escuta, você se sente à vontade para realmente dizer o que pensa, e até, eventualmente, questionar uma ordem dada com a qual você não concorda. Não é assim que funciona?
Pois bem, eu quero ser aquela ´”chefe” que dá abertura. Quero que minha filha sinta que pode expor suas ideias, quero que ela aprenda a decidir (coisa que eu só aprendi depois de ser adulta! Porque por muitos e muitos anos eu me sentia mais confortável se alguém escolhesse por mim!), quero que ela sinta que sua vontade é importante e que muitas vezes será levada em consideração. Por outro lado, quero que ela entenda também que ela não pode tudo, e que seu espaço termina quando começa o do outro. E esse equilíbrio, minhas caras, é difícil de se conseguir – pra caramba!!!
Aqui em casa, continuamos nos “terrible two”, bem vividos! Sabe qual é a sensação que dá quando eu ouço uma mãe dizer que passou por essa fase sem saber o que é birra, choro, malcriação? Desânimo! Ah, e claro, uma pontadinha de culpa, por achar que sou eu a grande responsável pelo “gênio” da pequena. E então, o que fazer? Obviamente os “tapinhas” estavam fora de cogitação (como ensinar uma criança que não pode bater se você mesma bate? É mais um menos como dizer: faça o que eu falo, não faça o que eu faço!). Aí de quem eu me lembrei? Supernanny, lógico! Quem já assistiu sabe: você começa o programa achando que finalmente ela vai falhar na tentativa de deixar aquela família menos caótica. Você tem certeza de que a criança que ela colocou no cantinho do castigo não vai ficar ali (mas ela fica!). No final, as coisas acabam melhorando. E você pensa: por que não tentar então a técnica?
Então você tenta. E miraculosamente, sua filha fica ali, gritando, mas não levanta do local. “Será que está funcionando?”, você se pergunta. Mas a resposta não é óbvia. O que você sabe é que pelo menos você tomou uma atitude para mostrar ao filhote que o que ele fez não foi bom. Há muita gente hoje em dia que não concorda com o tal do cantinho do castigo, dizendo que você não pode dizer ao seu filho: “Fique aqui para pensar no que você fez” (como se pensar fosse uma coisa ruim, atrelada ao castigo). E justamente por isso eu mudei meu discurso e digo: “fique aqui para se acalmar, e então nós conversamos sobre o que você fez, que não foi legal”. Eu não sei quanto a vocês, mas mas para mim o cantinho tem sido positivo – nem que seja para que ela se acalme (e eu também!!! Quem já presenciou uma crise de birra sabe muito bem como isso pode ser irritante!); nem que seja para que ela entenda que cada ação tem uma consequência (e que sim, desobedecer a mamãe ou jogar um brinquedo no chão fará com que ela deixe de se divertir com o que está brincando, para ficar na cadeira, chatinha, sem nada o que fazer).
Mas só o cantinho do castigo, funciona? Óbvio que não! O mais importante, depois de todos mais calmos, é conversar sobre o ocorrido. Sem isso o máximo que se consegue é criar um bando de robozinhos, que mal conseguem compreender onde erraram – apenas que não devem repetir o que fizeram.
E para você, como essa questão da birra funciona? Há um cantinho do castigo na sua casa? Ou você tem alguma outra tática milagrosa para lidar com os pequenos de dois anos? Então me conta!!!
cantinho-do-castigo

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Como devem atuar os pais segundo o temperamento das crianças

É difícil saber exatamente o que é o comportamento infantil “normal”, ou temperamento “anormal”. Igualmente aos adultos, existe uma grande variedade do que se considera conduta “normal” nos bebês. Os bebês têm necessidades, demandas e comportamentos que podem ser muito diferentes uns dos outros.
Devido a existência de tanta variedade no comportamento infantil, muitos pais necessitam acalmar-se e saber que o comportamento do seu bebê é considerado *normal”.
Comportamento infantil
Existem três amplas categorias de temperamento infantil que são usadas como guias para determinar o comportamento infantil“normal”. Os bebês que estão em quaisquer destas categorias são considerados “normais”. Com efeito, alguns bebês mostram características de mais de uma categoria. Isto também é perfeitamente normal.
Recorde que as categorias seguintes são nada mais que uma base. Nem todos os bebês cabem perfeitamente em uma ou outra categoria. Os pais não devem se preocupar que suas crianças demonstrem características de uma ou mais categorias. Os bebês são indivíduos únicos, e estas variações são normais também. As três categorias de temperamento infantil são: agradável, reservado e difícil.

Temperamento Agradável

A maioria dos bebês é de temperamento agradável, e estão regularmente de bom humor. Adaptam-se facilmente e rapidamente a situações novas e a mudanças de rotina. Os bebês nesta categoria têm um horário regular para comer. Quando sentem fome, ou algo os incomoda, reagem em geral de forma amena. Quando estão inquietos, geralmente encontram formas de acalmar-se e consolar-se sozinhos. Este bebês têm geralmente um bom caráter.

Conselhos para pais de bebês com temperamento agradável

O trato com os bebês de bom caráter é geralmente fácil. É também uma experiência muito gratificante. Alguns bebês exigem tão pouco, que os pais pensam que seu bebê não precisam deles. Por esta razão, alguns pais passam menos tempo estimulando seus bebês e comunicando-se com eles. Os pais que têm bebês de temperamento fácil, devem ter em mente que seus bebês necessitam muito tempo e atenção, ainda quando não sejam muito exigentes.

Temperamento Reservado

Os bebês de temperamento reservado, são geralmente tímidos. Esses bebês requerem mais tempo que outros bebês para adaptar-se à gente estranha e a novas experiências. Os bebês reservados podem inclusive rejeitar ou afastar-se de algo ou alguém novo. Eles levam a vida com precaução. Em lugar de serem fisicamente ativos, os bebês reservados são mais propícios a observar cuidadosamente o que acontece ao seu redor. Os bebês com esse caráter podem agitar-se com mais frequência. Quando isso acontece, eles retrocedem contornando o olhar ou afastando-se. Os bebês reservados também reagem lentamente e com quietude à fome e outros incômodos. Isso faz com que os pais tenham dificuldade de saber quando seus bebês têm fome ou quando estão incomodados.

Conselhos para pais de bebês reservados

Os pais de bebês reservados devem ter muita paciência. Esses pais devem tratar de expor seus bebês a novas situações, com mais frequência, mas devem fazê-lo devagar e com calma. Os bebês reservados se adaptam gradualmente às novas situações, mas devem dar-lhes o tempo que necessitem, sem pressões. Os pais devem dar atenção às indicações de agitação dos seus bebês e devem saber quando afastá-los de tais situações quando elas ocorrem.

Temperamento Difícil

Os bebês de temperamento difícil estão quase sempre ocupados em atividades físicas. Os bebês com este tipo de caráter são às vezes muito inquietos, e se distraem facilmente. Os bebês difíceis respondem vigorosamente à fome e a outros incômodos. Seu choro é frequentemente forte e intenso. Às vezes, esses bebês são difíceis de serem consolados quando estão inquietos. Também têm dificuldade de consolar-se a si mesmos. Esses bebês são geralmente de sono leve, e requerem demasiada atenção dos seus pais.

Conselhos para pais de bebês difíceis

Os pais de bebês difíceis, sentem-se com frequência culpados, e acreditam errôneamente que são responsáveis pelo temperamento do seu bebê. Estes sentimentos de culpa podem com frequência causar sentimentos de incompetência e ansiedade. Os pais de bebês que têm temperamento difícil não devem se sentir culpados pelo temperamento dos seus bebês. Em lugar disso, devem se concentrar em proteger seus filhos de situações e eventos que são desagradáveis. A perseverança é muito importante, assim que devem estabelecer e aderir a uma rotina diária. Os pais desses bebês devem tratar de manter a calma e ter muita paciência, e não devem exigir muito dos seus filhos. Esses pais devem saber também que seus bebês não vão ter sempre este tipo de temperamento. Conforme os bebês se aproximam de um ano de idade, as características do temperamento difícil terão diminuído ou desaparecido.

Conclusões

Os pais devem observar seus bebês cuidadosamente para determinar que tipo de temperamento têm. Devem notar os hábitos de comer e dormir, como reagem a situações novas, e sua disposição. Os pais podem dar-se conta que seus bebês podem demonstrar características de uma ou mais categorias. Mesmo quando o temperamento dos seus bebês não possa ser definido facilmente, os pais devem ter em mente que seus bebês são indivíduos. Existe uma grande variedade do que se considera comportamento infantil normal. Os pais não deveriam surpreender-se ou ficarem desiludidos com o temperamento do seu bebê. Em lugar disso, os pais devem aceitar seus filhos tal como são, e aprender com seus gostos e desgostos. Isso ajudará aos pais a desenvolver a melhor relação possível com seus filhos.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Perguntas que toda mãe não deve deixar de fazer aos seus filhos

Diálogo familiar é importante e os pais devem incentivar a 

conversa

Ser uma mãe presente não é apenas estar do lado dos seus filhos nos momentos bons e ruins, e sim, saber dialogar e fazer as perguntas certas para se envolver na vida da criança ou do adolescente, tornando-se mais participativa na criação e na convivência com eles. De acordo com a psicanalista Blenda Marcelletti, um dos importantes diálogos entre pais e filhos é sobre a liberdade dentro da família para a discussão, o debate e a disponibilidade dos pais ouvirem e contribuírem na expansão dos conhecimentos sobre a vida, sobre as relações e o sobre o ambiente.

Quando os filhos são muito pequenos cabe aos pais a observação do dia a dia das crianças. As situações mais lúdicas são excelentes oportunidades para o diálogo livre e sem pressão sobre a escola, amiguinhos e rotina em casa. "É importante que os pais indaguem seus filhos sem a intenção de vigiá-los, mas com um genuíno interesse por eles. As crianças aprendem como responder pela forma como são indagadas. Se ao perguntar os pais ficam bravos ou criticam, acriança pode recuar e criar um padrão de resposta nem sempre condizente com o que realmente ocorre", ressalta a especialista membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise, Blenda Marcelletti. A seguir, confira dicas para criar abertura para o diálogo e quais perguntas são essenciais para criar e manter uma boa relação com seus filhos. 

Cinco perguntas que devem ser feitas aos pequenos:

Mãe e filho
1.O que você sonhou hoje? 
Com essa pergunta se abre um espaço para falar da importância da vida de fantasia para criança. Se você mostra que entende o "mundo da imaginação" de seu filho, ele sente-se mais próximo de você e tem mais vontade de compartilhar tanto o que sonha quanto o que imagina com sua própria criatividade.

2. Você está bem? 
De acordo com a psicóloga Blenda Marcelletti, o diálogo sobre as emoções pode começar com esta simples pergunta. Sabendo como seu filho está você consegue saber se ele anda feliz com a escolinha, com os amigos e até mesmo com a relação com os irmãozinhos.

3. O que mais você quer/deseja? 
"Perguntar sobre os desejos de seu filho faz com que se inicie um contato com aquilo que é buscado. Dessa forma, ensina-se, desde cedo, a liberdade de desejar e a propriedade sobre cada desejo", enfatiza a especialista Marcelleti. 
"É importante que os pais indaguem seus filhos sem a intenção de vigiá-los, mas com um genuíno interesse por eles"
4. O que deixa você com tanta raiva ou tão agitado? 
Repreender a criança quando ela está agitada ou com raiva não ajuda a entender a real causa desse comportamento. "Essa pergunta faz com que a criança aprenda a conhecer, nomear e lidar com os sentimentos negativos sem culpa", afirma a psicanalista Blenda.

5. Como foi seu dia? Brincou? 
Os pais devem estar atentos para que seus filhos brinquem muito, sozinhos ou em grupo. "É por meio da brincadeira que ele adquire vários conceitos importantes: cooperação, divisão, cuidado e aprendizado", explica a psicóloga Blenda Marcelletti. De acordo com a psicóloga Milena Lhano, além de perguntar a respeito, para descobrir mais sobre a vida das crianças pequenas é importante estar sempre próximo a elas, supervisionar brincadeiras, assistirem juntos programas de televisão e filmes, além de conhecer amigos e professoras. "Durante esse acompanhamento a criança deve ter suas preferências observadas, além de ser instruída, orientada e amparada, e não 'monitorada', criticada, ameaçada e rebaixada", ressalta a especialista. 

E aos filhos adolescentes? O que perguntar?

A adolescência ainda é um marco carregado de crenças e estereótipos criados pelos adultos. Grande parte dos pais sente um certo receio de iniciar um diálogo e deixar que as questões surjam espontaneamente. "Qualquer pergunta sobre esses temas pode ser feita. O mais importante é como serão feitas, em que tom e situação serão colocadas. Nem sempre os pais sabem o limite entre o cuidado e a invasão em áreas da intimidade do adolescente, por isso, alguns adolescentes recusam-se a falar, mentem ou recorrem ao isolamento", explica a psicoterapeuta Blenda Marcelletti.  
Mãe e filha
Qualquer uma dessas situações traz o afastamento como uma consequência indesejada. É fundamental os pais criarem situações de proximidade e liberdade para que seus filhos adolescentes sintam-se aceitos. "Os discursos moralistas, longos e ininterruptos só geram distância e o adolescente, como excelente observador, aprende rápido como responder para logo se livrar da 'tortura do interrogatório", adverte a especialista.

É na fase da aceitação que as regras poderão ser criadas e cumpridas, além de mostrar aos filhos o valor do binômio ?responsabilidade e liberdade?, frequente motivo de confusão.  

Quatro perguntas que devem ser feitas aos adolescentes

"Os discursos moralistas, longos e ininterruptos só geram distância entre os pais e os adolescentes"
1.Como passou seu dia? 
De acordo com a psicanalista Blenda Marcelletti, os cuidados devem ser redobrados quando os pais conversam com os adolescentes. Os adolescentes são excelentes observadores do comportamento do adulto. "Quando percebem que o interesse pelos assuntos é para aumentar o controle ou as proibições, eles costumam mentir, distorcer ou manter uma certa distância, evitando qualquer situação de proximidade", avisa Blenda. Os pais devem garantir que estão abertos para ouvir e essa pergunta, aparentemente "banal", é uma forma de iniciar um diálogo sem se dirigir para um assunto específico. 
2.Quais os amigos que mais gosta? O que eles têm que você admira? 
A vida social e a forma como o adolescente constrói suas amizades têm um enorme valor para ele. "Perguntando isso, os pais podem conhecer melhor os valores e as crenças que estão presentes no dia a dia do adolescente", explica Marcelletti.  
3.Qual sua opinião sobre este assunto? 
Segundo a psicóloga Milena Lhano, é importante conversar sobre limites, amizades, sexo, drogas, gravidez, estudos e profissão. Os adolescentes devem ser orientados sobre tudo o que passará a fazer parte do seu universo de agora em diante e é preferível que ele seja orientado por quem já passou por essas experiências. Inicialmente, os filhos podem ficar constrangidos ao serem abordados por esses temas, mas os pais demonstrando calma, paciência e naturalidade com o assunto conseguirão "quebrar o gelo".

Ao perguntar a opinião deles sobre qualquer assunto, mostrando que vocês só estão "batendo um papo", é possível criar um diálogo aberto e, até mesmo, orientar, sem que seu filho sinta-se pressionado. 
4.O que você faria se estivesse no lugar dos pais, da professora ou do amigo? 
Com essa indagação você conhece melhor os valores que seu filho está nutrindo. "Colocar-se no lugar do outro é um importante exercício para a cidadania", enfatiza a psicanalista Blenda Marselletti. 

Aprenda a lidar com manhas e berreiros sem perder a calma

Use a pirraça para ensinar valiosas lições de autonomia

A cena é clássica. A mãe vai ao supermercado com seu anjinho. Deslumbrado com todas as prateleiras coloridas, ele começa a pedir o salgadinho, a bolacha, o chocolate, o brinquedo. A mãe diz não uma, duas, dez vezes. O pequeno se enche de tanta negação e abre o berreiro. Se joga no piso, arranha o rosto com as próprias mãos, bate com os pés no chão, grita pra todo mundo ouvir, prende a respiração até ficar roxo. A mãe, morta de vergonha e raiva, tenta falar baixinho e com jeito, implora pra ele parar... 

Não funciona, ela perde a paciência, dá uma palmada no filho e, pra ele calar a boca de vez (e ela não se sentir tão culpada de ter perdido a paciência), ainda compra o tal salgadinho da discórdia. E isso se repete no passeio pelo shopping, no restaurante, na escola, na casa dos avós, no parquinho.

De uma hora pra outra, aquele bebê fofo e doce se torna um pequeno demônio que inferniza sua vida, te faz morrer de vergonha e jurar que nunca mais vai sair de casa com ele. Calma! Essa fase é normal toda mãe passa por isso um dia. 

Tudo que você precisa é aprender a dar limites firmes ao pequeno e, de quebra, ensiná-lo a ter autonomia e auto-controle para lidar com os nãos da vida.  Sim, essa é uma das tarefas mais difíceis da educação dos filhos. Dá trabalho impor regras e pensar antes de cada gesto. Ficar firme diante da pirraça, sem perder a cabeça nem revogar os limites combinados exige uma enorme paciência.Mas os resultados valem a pena: essa fase acaba, e seu filho sai dela mais independente, consciente e comportado. Esperar de braços cruzados é o que não vale, para o bem do seu filho e o seu -- ou você quer conviver com manhas e birras assim até a adolescência?

A palavra-chave é limite. Logo que começa a andar, o bebê se acostuma a ouvir muitos não . Não pode subir nos móveis, não pode pôr o dedo na tomada, não pode bater no amigo para pegar o brinquedo. Quanto mais ele cresce, mais longe vai querer ir, mais coisas vai querer fazer. 

Muitas delas terão que ser negadas, para a segurança do seu filhote. Mas ele ainda não sabe onde estão os limites e vai testá-los sempre que puder. Como logo ele descobre que chorar e espernear deixa você nervosa, vai tentar forçar a barrar por aí. E às vezes funciona: quantas mães não acabam dizendo sim só para o escândalo acabar? 

O primeiro passo é definir quais são os limites e ficar firme neles, não importa o tamanho do berreiro. Muitas vezes o não sai automático, quando na verdade o que o pequeno está pedindo não é tão impossível ou prejudicial assim de realizar. Ninguém está dizendo que você deve ceder à pirraça, mas sim repensar quando e por que você diz não. 

De quebra, reflita sobre a necessidade da criança de explorar o mundo dentro dos limites necessários. Esse é ponto crucial da questão: o que pode e o que não pode fazer? Por quê?

Quando perguntados sobre o que desejam para seus filhos, a maioria dos pais responde que sejam eles mesmos ou que saibam o que querem . Essas são metas de independência, de auto-realização , diz a psicóloga e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Maria Lúcia Seidl-de-Moura.

 Ao mesmo tempo, quando o filho quer uma coisa diferente do que os pais, eles não ficam nada satisfeitos , compara. Ou seja: não dá pra deixar seu filhote solto  e depois brecar só porque contraria você ou ceder só para não agüentar a birra. Ter coerência na hora de proibir (e de permitir!) é fundamental. 

A criança busca a independência, por vezes além do que é capaz , explica Maria Lúcia. Para os pais, é o primeiro momento em que é preciso buscar o equilíbrio entre segurar e deixar ir . E mesmo que a resposta seja não e vai ser, muitas vezes fique atenta na maneira como passa isso ao seu filho. 

Uma coisa é explicar e jogar limpo com ele, deixando claro os limites antes, durante e depois. Outra é dizer não, porque não e pronto , seguido de palmada, castigo ou frases do tipo você é uma praga e me deixa louca . 

De acordo com a mensagem que os pais passam, a criança pode aprender que é capaz e sentir-se segura e competente a autonomia , ou sentir-se alguém que só faz coisas erradas e deixa os pais zangados e ficar cheia de vergonha e culpa , alerta a psicóloga. Acredite: é muito mais construtivo para o seu filho saber que é motivo de orgulho dos pais.

Até agora, qual a sua maior dificuldade nos cuidados com 
seu bebê? Por quê?

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

JOVENS O perigoso uso precoce do álcool

Nos últimos anos, as atenções das autoridades se voltaram para o crack. Com o intuito de combater a devastadora droga, o governo local anunciou, na semana passada, o emprego de R$ 65 milhões. O recurso sustentará o plano de enfrentamento ao entorpecente pelo próximo quadriênio.
Mas enquanto todos os discursos são para combater o uso da pedra branca, um outro mal, o álcool, avança silenciosamente, atingindo principalmente crianças e adolescentes. A falta de limite dos pais e o fácil acesso, além das tímidas campanhas de prevenção, fazem com que o consumo de cerveja, vinho, uísque e outras bebidas aumente consideravelmente entre os jovens.
A mais recente pesquisa sobre o tema, divulgada pela Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), aponta que pessoas na faixa etária entre 14 e 17 anos são responsáveis por consumir 6% do álcool vendido em todo o território nacional. Um outro estudo, da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça, traz uma informação ainda mais assustadora: o primeiro gole ocorre entre os 11 e os 13 anos. O mesmo levantamento mostra que 42% dos estudantes dos ensinos médio e fundamental ingeriram bebida alcoólica nos últimos 12 meses.
O que a pesquisa constatou em todo o país pode ser observado nas ruas do Distrito Federal. Um dos exemplos é um encontro semanal de estudantes na 411 Sul. Regada a vodca e vinho, a reunião costuma atrair dezenas de alunos na quadra próxima a um colégio. Eles mostram que usam artimanhas para conseguir comprar bebidas.
Muitas vezes, os donos de bares são flagrados infringindo a legislação. Levantamento da 1ª Promotoria de Justiça de Infância e Juventude do DF, ao qual o Correio teve acesso, revela que 170 estabelecimentos comerciais em várias cidades foram flagrados vendendo ou entregando bebida alcoólica a menores de 18 anos nos últimos 15 meses. Todos os donos de restaurantes, bares e quiosques acusados de infringir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tiveram de assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público, no qual se comprometeram a não reincidirem na transgressão. Aqueles que descumprirem as regras do TAC estão sujeitos à multa de R$ 3 mil e podem ter o alvará de funcionamento revogado pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis).
O MPDFT também decidiu notificar os fabricantes e distribuidores para celebrar Termos de Cooperação, a fim de realizar campanhas de esclarecimento à população sobre os malefícios do álcool para crianças e adolescentes. Um dos responsáveis pelo projeto, o promotor Renato Varalda, considera importante o envolvimento das grandes empresas, mas ressente a falta de uma política pública mais engajada voltada para a população infantojuvenil.
“A legislação é rígida, sim, mas falta consciência para cumpri-la. São raros os inquéritos relacionados à venda de bebida para menores. A lei dá poderes para as polícias Civil e Militar fecharem estabelecimentos caso adolescentes sejam vistos comprando bebida, mas ainda existe a cultura de que o álcool não traz malefícios e que o comerciante que vende bebida para menores não está fazendo nada de errado”, criticou Varalda, promotor da Infância e da Juventude.
Efeitos nocivos
Os adolescentes que bebem com frequência podem até não sentir os efeitos imediatos do álcool no organismo, mas o professor de farmácia da Universidade de Brasília (UnB) José Eduardo Pandóssio explica que quem faz uso de bebida precocemente tende a desenvolver sérios problemas que afetam diretamente o aprendizado. Atividades simples do dia a dia, como memorizar um exercício escolar ou falar em público, tornam-se mais difíceis devido à ação degenerativa que ocorre no sistema nervoso do usuário de álcool. “Quanto mais cedo a pessoa começa a beber, os efeitos deletérios afetam mais rapidamente o seu desenvolvimento, fazendo com que ela perca progressivamente mais neurônios”, ressalta Pandóssio.
Segundo o especialista, o consumo abusivo do álcool ainda pode causar problemas hepáticos e renais, além de tornar o adolescente mais violento. “A droga, em si, não produz agressividade, mas, se a pessoa tiver um potencial agressivo, pode externá-lo com a dependência. Se o uso for mais crônico, de o jovem beber toda semana ou todos os dias, ele pode desenvolver problemas hepáticos e renais. Dependendo da idade do indivíduo e do estado geral de saúde dele, o álcool pode ainda comprometer várias enzimas e causar complicações digestivas”, completa.
Análise da Notícia
Risco iminente
O primeiro gole, em geral, acontece na rua, com os amigos, ou mesmo em casa, durante as reuniões familiares. Sem serem reprovados pelos pais, muitos jovens passam a beber com mais frequência, aos fins de semana, não se dando conta dos riscos que correm de se tornar um dependente. Entram numa brincadeira perigosa, pois, se são predispostos a se tornarem um alcoólatra, podem entrar num caminho sem volta. O alerta vem dos especialistas e das pesquisas, que mostram crianças e adolescentes se tornando viciados em álcool cada vez mais cedo. O controle, portanto, deve ser mais rígido em casa e nas ruas, onde poucos comerciantes são punidos por venderem bebidas a menores. Só assim veremos menos jovens se embriagando.
 O que diz a lei
O artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata como crime, com pena prevista de dois a quatro anos de prisão, a venda ou o fornecimento à  criança ou ao adolescente de “produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica” ao usuário.
 Famílias omissas
Jovens familiarizados com o álcool antes da idade adulta, muitas vezes, contam com a conivência dos pais. Criados em meio à cultura de que “festa boa é regada a bebida alcoólica”, crianças e adolescentes são incentivados a dar o primeiro gole com o argumento de que, se estão perto dos responsáveis, os riscos são menores.
Fonte: Correio Braziliense