domingo, 23 de junho de 2013

Cinco dicas para sua família ser ainda mais feliz

O cotidiano cada vez mais corrido faz com que muitas vezes a gente se esqueça das pessoas que mais importam para nós: os nossos familiares. Filhos, pais, irmãos, tios, primos, e outras pessoas especiais para cada um de nós fica esquecida, relegada a segundo plano por causa de nosso trabalho, interesses pessoais ou indidividualismo.
 
Confira abaixo cinco dicas que podem fazer com que você torme muito melhos a sua convivência em família, ou reaproxime quem tem ama de verdade:
 
1 - Seja bem-humorado:
 
Enfrente os conflitos de família com entusiasmo. Muitas discussões ou briga em casa surgem por motivos banais e são gerados pelo estresse ou cansaço cotidiano.
 
2 - Respeite os limites do outro
 
Respeitar os limites de sua esposa, marido ou filhos não é tarefa fácil, mas é uma das bases para o sucesso de um bom relacionamento familiar. Respeite as caracteristicas dos seus familiares e principalmente o seu espaço. 
 

3 - Cozinhe em conjunto
 
Tarefas domésticas diárias podem aproximar toda uma família, desde os adultos até as crianças. Cozinhar em família também pode ser interessante. Mesmo uma criança pode te ajudar na cozinha e isso é bom para o casal. 
 
 
4 - Lazer em grupo
 

Jogar jogos em família, praticar esportes em conjunto. São ideias que contribuem para o senso de grupo de uma família. Quando há crianças em casa uma brincadeira com brinquedos ou atividades em grupo é muito interessante. 
 
5 - Dialogar sempre
 
Promova roda de conversas na sua casa. Isso faz com que todos participem e a confiança cresça entre pais e filhos. Além disso, chame seus familiares para momentos de conversa particular, amena, periódicamente.

Como ser o pai que os filhos de hoje precisam?

Que tipo de instrução, afinal, os filhos de hoje precisam? Qual o modelo de pai ideal para eles? Que qualidades um pai deve possuir nesses tempos de pós-modernidade, sem perder o que a Bíblia orienta: "Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça" (Gênesis 18:19)?
Esses questionamentos provavelmente passam ou já passaram pela cabeça dos pais que possuem filhos na fase da infância, adolescência e juventude. Ao avaliar os pais do passado e os do presente, o pastor Gilson Bifano, líder do Ministério Oikos (Grupo Ministério Cristão de Apoio à Família), ressalta que os desafios sempre foram grandes, mas atualmente estão ainda maiores.
"Antigamente nossa sociedade era pró-família. Hoje, não. Antes, os parentes ajudavam, a carga horária era favorável à vida em família, os vizinhos eram conhecidos e auxiliavam os pais, não havia televisão, as escolas ajudavam, os professores eram tidos como o segundo pai/mãe. Hoje, tudo conspira contra a família, e aí a atenção precisa ser redobrada. Os pais precisam repensar sobre a grande responsabilidade na educação dos filhos", declara.
Complementando a análise, o pastor Josué Gonçalves, que é terapeuta familiar e congressista de família, pontua: "A pós-modernidade trouxe desafios que há três ou quatro décadas não eram preocupação dos pais, como a influência da mídia, o advento da internet, o acesso fácil às drogas, a pornografia, a prática sexual precoce e a busca pela independência ainda na adolescência. Ser pai hoje é muito mais complexo do que anos atrás".
Conhecer os filhos é essencial
Mas como deve ser o pai nos dias atuais? O primeiro passo para ser o pai de que os filhos precisam, mas que muitas vezes vem sendo colocado de lado, é conhecer, de fato, os filhos. É preciso saber suas ideias, seus gostos, quem são seus melhores amigos, como estão suas notas na escola, na faculdade, sua cor preferida, o estilo musical de que gosta, o que o deixa nervoso, o que o faz rir.
"É essencial aquela conversa apenas de pai e filho, aquele momento para passear, para assistir a um jogo de futebol, ir as compras juntos, para lanchar na rua. Isso hoje em dia é cada vez mais raro. O pai precisa acompanhar de perto o filho, saber quando ele está bem e quando está mal. O problema é que isso demanda tempo e o que temos visto é que os pais estão cada vez mais individualistas, preocupados com o trabalho e com outras atividades", avaliou Rosane Castilhos, membro da Igreja Batista da Mata da Praia, terapeuta familiar e psicóloga escolar há 23 anos.
Uma triste história que exemplifica a falta desse contato mais próximo foi vivida há cerca de um mês na Igreja Assembleia de Deus da Volta do Rabaioli, em Vitória. Uma adolescente de 16 anos morreu após complicações em uma cirurgia de apendicite e chocou os parentes e todos os membros da igreja. Muito envolvida com as atividades, ela não tinha os pais convertidos e durante seu enterro o pai da menina fez um desabafo emocionado. "Ao ver a tristeza no rosto dos adolescentes, jovens e até adultos da igreja, o pai dela chorou e disse que não sabia que a filha tinha tantos amigos e era tão amada e integrada à igreja. Ele chorou muito e lamentou não ter conhecido esse lado da filha, que sempre o chamou para ir aos cultos, mas ele nunca foi. Foi uma cena muito triste", relembrou Shirley Dorico Siqueira, líder de adolescentes da igreja.
Ela explica ainda que o que mais os adolescentes reclamam em relação aos pais, inclusive os pais cristãos, é justamente a falta de diálogo, da falta de tempo para um conhecer o outro. "Muitos acham que ser pai é apenas impor regras, mas não é. Ser pai é, principalmente, ser amigo, ser parceiro do filho. O que falta hoje é conversa, cumplicidade, saber do que o filho gosta, coisas simples de fazer e que fazem toda a diferença no relacionamento. Só que hoje os pais não querem "perder tempo" com os filhos, sendo que, na verdade, estão ganhando. Os adolescentes reclamam comigo, dizendo: ‘Eu nem começo a falar e meu pai já começa a brigar. Aí eu fico quieto'. Isso tem que acabar nas nossas famílias", disse Shirley.
A correria do dia a dia de trabalho é frequentemente a desculpa apresentada pelos pais para essa falta de dedicação aos filhos. Com isso, crianças, adolescentes e jovens são empurrados para outros "pais". O pastor Josué Gonçalves alerta para o que vem sendo chamado de terceirização do processo de educação dos filhos. "Hoje estamos vendo o crescimento do número de filhos que são educados na creche, pelas babás e até pela babá eletrônica, a TV. O resultado disso já pode ser visto, com famílias completamente desestruturadas. Só existe uma saída: voltarmos para os princípios da Palavra do Senhor."
Essa terceirização educacional, que desobedece por completo a orientação dada por Deus de "instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6), é fruto de um comportamento individualista dos pais, segundo o psicólogo Tiago Carlos Zortéa, que destaca que os filhos precisam de pais que sejam referência de firmeza e confiança, mas que estejam, sobretudo, presentes.
"Percebo, hoje em dia, que as pessoas estão menos preparadas para serem pais. As mudanças ocorridas no mundo foram rápidas demais e outras prioridades assumiram o topo da lista das pessoas de modo geral, como o sucesso profissional, principalmente, e a busca pela felicidade individual. Se há crianças nessa história, muitas delas são deixadas de lado e estão sendo educadas por babás, escolas e programas infantis na televisão. Vejo muitas crianças mendigando a atenção de seus pais", analisa.
Pai tem que ser "plugado"
Nos dias atuais, a tecnologia avança muito de um ano para o outro, e esse desenvolvimento não modifica apenas a relação do homem com as máquinas e os computadores. As relações interpessoais também sofrem pressão, e um dos grupos que mais sente essas mudanças é a família, onde as diferentes gerações se encontram.
De um lado, filhos adolescentes e jovens "plugados" em redes sociais e em novas tecnologias; do outro, pais que, muitas vezes, mal sabem nem ligar o computador. "Pais deste mundo moderno têm que ser ‘plugados'. Ele tem que estar ‘antenado' em tudo, seja em tecnologia, seja também nas discussões sociais que tocam diretamente o jovem. Só assim o pai vai poder conversar com o filho, entendendo o que ele quer dizer quando falar sobre drogas, sexo, liberdade. O pai não tem que aceitar as tendências do mundo, mas precisa se inteirar sobre as discussões para poder aconselhar. Se ele não fizer isso, outro vai fazer", declara a psicóloga Rosane Castilhos.
O pastor Gilson Bifano complementa: "Os pais precisam ser acessíveis, amigos, sem perder a autoridade. Eles precisam estar por dentro dos problemas que os filhos enfrentam, como bullying, as drogas, o homossexualismo, mas precisam, antes de tudo, ser exemplos e conversarem sobre esses temas à luz a Bíblia, sem dar sermões".
O que é regra na criação de filhos é a imposição de limites, e isso não mudou nem muda com o passar das décadas. Os limites devem ser criados, segundo pastores e especialistas, para que as crianças consigam diferenciar o certo do errado, mas há muitos pais que ignoram esse assunto porque estão tão ausentes de casa que, quando chegam, não querem ser taxados de controladores, que estabelecem horários e regras.
"Regras e limites são necessários para todas as crianças. Educar não é só fazer obedecer, mas mostrar as fronteiras entre o certo e o errado, os valores, os limites. Afinal de contas, não creio que os pais queiram que seus filhos obedeçam sem pensar e que sejam meros seguidores cegos de regras. Fala-se muito em dar limites para as crianças, mas ninguém explica o que são esses limites e como estabelecê-los, e isso deve acontecer", salientou Tiago Zortéa.
Os desafios são inúmeros e diários na tarefa de criar filhos, mas não são apenas eles que estão em crescimento e na busca por conhecimento. No mundo pós-moderno, da mundialização de informações e do estar conectado a vários grupos seja através do computador, seja pela internet no celular, os pais precisam estar por dentro dos assuntos que mexem com os filhos e, focados nas orientações bíblicas, "criá-los na disciplina e admoestação do Senhor", conforme Paulo escreveu em Efésios 6:4.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Relacionamentos saudáveis entre pais e filhos é possível nos dias de hoje?


Conciliar trabalho, cuidados com a casa, com o companheiro ou companheira e ainda cuidar dos filhos é um desafio cada vez maior nos dias de hoje.
Há algum tempo o cenário da vida familiar vem mudando. Hoje os pais e as mães trabalham fora de casa, os filhos passam mais tempo na escola e, em muitos casos, o relacionamento fica complicado.
Será que é possível conciliar a vida moderna, a realização profissional e pessoal com a criação dos filhos? Antigamente os modelos eram pré-estabelecidos: O homem saía para trabalhar enquanto a mulher ficava em casa, cuidando das crianças; não havia divisão de tarefas, mas, hoje, as coisas mudaram. De acordo com a psicóloga Márcia Maria Moncorvo Saldanha Debski, a família de hoje é bem diferente da de décadas atrás: “Antigamente a família era construída baseada no modelo patriarcal. O pai era a máxima autoridade e também o provedor. A criança era educada nos moldes da obediência pelo medo do castigo; não podia opinar sobre coisa alguma e não era considerada a sua vontade. Atualmente esse modelo se inverteu totalmente. Não existe apenas um provedor, pai e mãe dividem as despesas e os cuidados com os filhos e, não raro, muitas mães são provedoras únicas e chefes de família. Conseqüentemente as relações também se modificaram”.
Para ela, essas mudanças foram importantes, mas, geraram outros tipos de conflitos:
“Os pais, por não terem tempo disponível para acompanharem seus filhos de perto, tentam suprir a ausência comprando brinquedos, roupas, games, oferecendo passeios e fazendo de tudo para agradá-los. As crianças, por sua vez, percebendo a fragilidade dos pais exigem cada vez mais e estão sempre insatisfeitas. São crianças mal educadas, sem limites, sem tolerância à frustração e sem nenhuma consideração com os outros. Estão cada vez mais desamparadas. Foi-se de um extremo a outro. È fundamental buscar o equilíbrio para que as relações familiares possam ser mais saudáveis e felizes. Para que uma criança cresça saudável e feliz é necessário afeto, respeito, educação, limites e diálogo”, declara Márcia.
            Mas, como colocar o tão falado “limite”? Como ensinar aos filhos valores como respeito e responsabilidade? “Os limites são saudáveis e necessários, pois, amparam e mostram à criança até onde ela pode ir. Mostram, ainda, que a vida nem sempre é como queremos.O limite ampara a criança; ela se sente protegida e cuidada”, afirma e, acrescenta: “Aquilo que a criança presencia em casa ela irá repetir nos ambientes que freqüenta. Os problemas no relacionamento podem ser verificados quando a criança apresenta problemas na escola tais como: falta de atenção, desrespeito às regras e normas da escola, agressividade, dentre outros.
Para tentar solucioná-los é preciso primeiramente tomar consciência deles, depois os pais devem começar a imprimir um novo modo de lidar com seus filhos, colocando limites e exercendo a autoridade. Pai tem que ser pai e filho tem que ser filho. Não é saudável e nem educativo colocar-se no papel de amiguinho para agradar. A criança precisa sentir-se segura de que existe um adulto que cuida dele e em quem pode confiar e contar. Os pais são referências e modelos para os filhos; por isso é muito importante o adulto saber o lugar que ocupa e a missão que tem: educar um ser humano para a vida e para agir com os outros num mundo compartilhado. Como queremos que nossos filhos sejam? Será que a educação que estamos oferecendo propicia isto ou iremos nos envergonhar deles? Estas são perguntas que todo pai e toda mãe deveria se fazer regularmente. É possível ter autoridade sem ser autoritário. A educação deve ser norteada em afeto, respeito, limites, regras e diálogo. Teoricamente parece muito simples, mas, na prática não é bem assim. Educar dá trabalho: é tarefa.
Se os pais não conseguirem dar conta da situação é necessário buscar ajuda de um psicólogo que irá acompanhar tanto os responsáveis quanto os filhos.
Educar exige tempo, paciência, disponibilidade e confiança. Confiança por parte dos pais em si mesmos e em seus filhos, pois, o resultado positivo poderá ser visto apenas no futuro. Garantias desse resultado não existem, mas, os pais devem fazer a sua parte.

O que estraga nossas crianças?

Seis especialistas opinam sobre os maiores problemas dos pais na educação dos filhos atualmente

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Infância idealizada: pais erram ao tentar a todo custo poupar os filhos de frustrações
John Robbins é um autor norte-americano responsável por alguns best sellers - como "The New Good Life" e "Diet for a New America", ainda não publicados aqui - e colunista do Huffington Post. Ativista anticonsumo, ele publicou recentemente um artigo que toca em um ponto crucial da sociedade contemporânea: o que está estragando nossas crianças? Fomos ouvir vários especialistas, de diferentes áreas, para descobrir. 1. Excesso de consumo
Para o próprio John Robbins, de acordo com artigo publicado no Huffington Post, o problema passa longe do que alguns erroneamente classificam como "excesso de amor". Ele aponta a cultura de consumo como verdadeira responsável pelo problema. "O que estraga as crianças é o fato de que as ensinamos a preencher seu vazio a partir de fora, comprando coisas e fazendo atividades, em vez de aprender como se preencher por dentro, fazendo boas escolhas e desenvolvendo a criatividade", escreve.
2. Ausência forçada do pai
Segundo Mirian Goldenberg, antropóloga e autora de "Toda mulher é meio Leila Diniz" (Ed. BestBolso), a ausência da figura paterna é o maior problema para a geração atual de crianças. E essa ausência, muitas vezes, é causada pela própria mãe, ainda que ela seja casada com o pai. "Muitas mulheres vivem a maternidade como um poder que não querem compartilhar e percebem os homens como meros coadjuvantes — ou até mesmo figurantes — em um palco em que a principal estrela é a mãe", diz Mirian. "No entanto, não existe absolutamente nada na 'natureza' masculina que impeça um pai de cuidar, alimentar, acariciar, acalentar e proteger seu bebê, assim como não há uma 'natureza' feminina que dê à mãe a autoridade de se afirmar como a única capaz de cuidar do recém-nascido".
3. Competição entre os pais
A pedagoga Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da Pontifícia Universidade de São Paulo, vê vários fatores que podem estragar as crianças, mas ressalta um deles: a mudança na estrutura familiar. Muitos pais que trabalham fora se eximem de suas responsabilidades como educadores e não têm nenhum controle sobre os filhos. "As crianças se aproveitam e os pais competem entre si, para ofertar coisas aos filhos", comenta.

 4. Tentativas de compensação
A ausência dos pais por conta de trabalho não é necessariamente um problema em si. O erro, alerta o pediatra antroposófico e neonatologista Sergio Spalter, é tentar suprir essa ausência com concessões que visam evitar 100% a frustração da criança. A criança aprende, assim, que para conseguir qualquer coisa basta chorar. "O problema é que, na vida futura, muitas vezes não haverão concessões, e uma pequena frustração poderá significar um grande problema para aquele jovem, que passará a desistir dos desafios", diz Spalter.

5. Excesso de fast food
A nutricionista Daniela Murakami, da Nutrir e Brincar - Assessoria e Consultoria em Nutrição Infantil, destaca um lugar onde facilmente se pode estragar uma criança: a mesa. Pais que optam pela comida fácil, rápida e pouco nutritiva das redes de fast-food ou de congelados para agradar seus filhos (e ter menos trabalho) podem estar plantando uma semente perigosa. "Esses 'mimos' são um risco para a saúde das crianças, pois elas passam a ingerir alimentos muito calóricos, com alto teor de gordura, sódio e açúcar refinado e não aceitam alimentos importantes, como frutas, verduras e legumes", explica. "Sentar-se com maior frequência à mesa e ter suas refeições com os filhos, pedir a ajuda da criança para preparar algum alimento, fazer um piquenique saudável no parque são formas 'inteligentes' de mimar as crianças, sem, contudo, estragá-las", completa ela.
6. Insegurança dos pais
Cada geração tenta reparar os erros da geração anterior - e, assim, a geração atual de pais, criada ouvindo muito "não", tem uma dificuldade em impor limites aos filhos. Perdidos na idealização de uma infância plenamente feliz, eles querem conselhos e orientações de médicos e da escola para tomar qualquer atitude com a criança. "Que lugar sobrou para os pais? Eles são meros executores dos conselhos e recomendações da escola e do médico? Isso fala de uma falta de confiança na própria experiência, no saber adquirido justamente quando eles eram crianças", explica Adela Stoppel, professora do curso de Psicanálise da Criança do Instituto Sedes Sapientiae. Para Adela, ser pai implica assumir certos riscos, se responsabilizar pelas decisões sobre a educação de filhos, colocar em prática convicções pessoais, ideais e crenças. "Nossos filhos esperam que nós lhes digamos o que achamos e o que não achamos bom com base em nossa própria experiência", conclui.

Seu filho não obedece? 9 dicas para mudar isto

Se a criança tem até 7 anos de idade, especialistas garantem que é possível estimulá-la com mais facilidade a obedecer

 

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Especialistas garantem que você pode estimular a criança a obedecer com mais facilidade
“Tudo o que eu peço, ela faz o contrário. Às vezes, perco a cabeça”, conta a cabeleireira Marlene Dias, mãe de Monique, 5 anos. Como ela, muitas mães sentem dificuldade em fazer com que os filhos obedeçam. Com ajuda de especialistas em educação e psicologia infantil, selecionamos dicas que vão acabar com essa tormenta e permitir um desenvolvimento mais tranquilo e saudável para o seu filho - e menos cansaço para você. 1. Eduque sem culpa
Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os pais devem sentir-se autorizados a educar. “Eles têm essa função e serão cobrados por isso”, diz Isabel Kahn, psicóloga e professora da PUC-SP. Os pais que trabalham devem administrar o sentimento de culpa. “Quando a mãe explica que precisa trabalhar, o filho pode sentir falta dela, mas ele compreende a situação”, garante.

Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar: nada de tentar compensar a ausência por meio da superproteção ou de permissividade. “Ao perceber que os pais se sentem culpados, a criança pode adotar comportamentos manipuladores”, alerta a psicanalista Patrícia Nakagawa, mestre em psicologia escolar, aprendizagem e desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo.
2. Crie um bom vínculo afetivo
Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer.
“Para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela”, afirma a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro “Guia Prático dos Pais” (Edit. Paulinas). Ao chegar do trabalho, dedique pelo menos 15 minutos para brincar. “A qualidade da interação é muito mais importante do que a quantidade”, completa a psicóloga Juliana Nutti, que é doutora em Educação pela UFSCAR e coordenadora do curso de especialização em Psicopedagogia do Centro Universitário Central Paulista.
3. Valorize o papel da criança
Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais. “A criança deve saber que obedecer aos pais contribui para o desenvolvimento de uma dinâmica familiar harmoniosa, na qual todos são recompensados”, explica Juliana Nutti.
4. Crie uma rotina
Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. “A rotina é fundamental, pois traz segurança e faz com que a criança se sinta cuidada. Aos poucos, dê-lhe uma certa autonomia para executar pequenas ações sozinhos. A criança gosta de sentir-se capaz”, garante Adriana Tanasovici, psicopedagoga do colégio SAA, em São Paulo. Uma rotina bem adaptada ao ritmo da criança reduz a ansiedade, faz com que ela se lembre de algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes após as refeições, e tenha um sono de qualidade.
5. Dê ordens claras
Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, mas psicólogos garantem que funciona: “Diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo”, diz Suzy Camacho.
6. Esteja preparado para lidar com a desobediência
Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. “Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem que saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha”, ressalta Isabel Kahn.
7. Diante da birra, fique firme
Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. “Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda”, afirmou Suzy Camacho. “Os pais precisam ouvir as necessidades da criança, não a birra”, observou Adriana Tanasovici.
8. Oriente a babá
Combine com os cuidadores as diretrizes da educação do seu filho.“Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa”, explica a psicanalista Patrícia Nakagawa.
9. Educa-se o tempo todo
Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. “A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano”, diz Patrícia Nakagawa. Por isso, seja verdadeiro.“Se enganamos ou mentimos uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais”, completa Adriana Tanasovici.

Crianças e adolescentes mal educados, amanhã adultos...



Não há nada mais inconveniente do que uma criança mal educada. Preste mais atenção em como seu filho está tratando as pessoas que trabalham na sua casa, os garçons, o porteiro do prédio, o zelador, o funcionário da escola, o motorista e o professor. Observe o tom que eles usam, o modo como se dirigem a essas pessoas, se costumam agradecer e, caso perceba qualquer relação de abuso ou grosseria, corrija imediatamente para evitar que ele se acostume e sequer perceba que está sendo mal educado com alguém. A consistência nas ações dos pais é que vai fazer com que os filhos internalizem a noção do certo e do errado no que diz respeito à maneira adequada de tratar as pessoas.É comum ouvirmos adultos dizerem que isso é coisa de criança, ao que acrescento: coisa de criança mal educada. Sempre é tempo de ensinar a criança a ter EDUCAÇÃO!

Eduque o seu filho, uma criança mal educada, brigona, fofoqueira, egoísta será um adolescente complicado e um adulto cheio de prepotência e arrogância.Os maus hábitos devem ser combatidos desde sempre, independentemente da idade da criança.Não consigo ver nas crianças e adolescentes de hoje a educação e respeito de outrora, um POR FAVOR, OBRIGADO, COM LICENÇA, DESCULPAS, BOM DIA, BOA TARDE, BOA NOITE...as "palavrinhas mágicas" estão a cada dia sendo esquecidas em uma gaveta do subconsciente dos pais destas crianças ou não!
Segundo o psiquiatra Içami Tiba, quem ama educa, e vou além: cuida, acompanha e participa de todo o processo de formação.É extremamente desagradável para os pais ou mesmo para quem presencia uma criança se comportando inadequadamente. Agressividade, explosão de raiva e até atitudes perigosas para sua integridade física são reações delicadas, mas que podem ser mudadas.Gritar e ameaçar não são as melhores saídas para acabar com essa atitude. Segundo a literatura especializada você pode usar um período de "intervalo" ou castigo, no qual colocará essa criança numa situação que não é apreciada por ela, durante um determinado tempo, até que ela comece a mudar sua maneira de agir.Determine um local, seguro e que não seja ameaçador, para colocá-la sempre que agir de forma inadequada. Pode ser o berço, um canto da casa ou uma cadeira. Ela ficará lá até que tenha parado de se comportar de forma inconveniente.As crianças tendem a manter um comportamento quando ele é recompensado e a deixá-lo quando é ignorado.Na medida do possível não dê atenção a ela, quando estiver fazendo coisas desagradáveis, como gritar, espernear, se jogar no chão ou chorar compulsivamente sem motivo. E a parabenize, com gestos de carinho e apreciação, quando ela agir corretamente.

Educar não é uma tarefa fácil, requer muito amor, paciência,persistência, consciência e acima de tudo tempo e dedicação, o seu filho é aquilo que tu os ensina, só depende de si, nossos filhos são nossa missão.Particularmente não aguento mais ver crianças por aí destratando as pessoas, sendo mal educadas, estúpidas e com isso até violentas, como educadora faço a minha parte, tenho alunos maravilhosos, mega educados e os que chegam na minha sala de aula não sendo, com dois dias acaba sendo educados, orientados com as minhas regras de sala de aula e boa convivência.Sou mãe de quatro filhos, um rapaz de 22 anos, uma moça de 18 anos e outros dois rapazes de 16 e 15 anos, que são mega educados e elogiados por serem assim e ainda tem mais eles sempre me comentam horrorizados, como as pessoas não usam aquelas famosas "palavrinhas mágicas" do dia a dia que adotamos desde que eles eram ainda bebês.Deixo a dica.Tatiana Sampaio

Crianças mal educadas complicam a vida dos pais e dos professores.

A falta de limites na criação dos filhos e o pouco interesse de muitos pais, que priorizam o trabalho e outras atividades, incluindo as recreativas e sociais, em vez de dedicação total na educação, permitem que as crianças cresçam sem saber o que é respeito, formando indivíduos mal educados para a vida.
As primeiras conseqüências aparecem quando iniciam as aulas, fazendo com que professores tenham que suportar um grupo de crianças, vindas de diferentes tipos de criação, muitas, sem a menor noção de respeito e entendimento do porquê estão na escola.


Os pais tem obrigação de educar seus filhos e não permitir que outros assumam este papel. Não é função da escola e muito menos dos professores, cuja tarefa é mostrar o caminho, formar para a vida e despertar para o saber, ter que ensinar aquilo que os pais já deveriam ter ensinado, desde os primeiros meses de vida.
Os pais de antigamente eram mestres na criação de seus filhos. Dificilmente se ouvia um professor ter que reclamar do comportamento dos filhos na escola. Eram exceções os casos de alunos que criavam problemas na escola.
Hoje, ao contrário, aqueles que se mostram educados são a exceção e são impedidos de assistir uma boa aula, pela baderna produzida por jovens mal educados, que não respeitam os professores em sala de aula e não estão comprometidos com o aprendizado, tão importante para a sua formação.
Com isto, um número expressivo de professores, não só de escolas públicas, mas também de escolas privadas, cujos alunos pertencem a famílias com boa renda familiar e portanto jovens com suas necessidades muito bem supridas, suportam situações difíceis, por não serem atendidos em sala de aula, quando pedem silêncio e atenção para alunos que só querem conversar, usar aparelhos eletrônicos e demonstrar o desinteresse total pela aula que precisa ser dada.
A conseqüência disso é que professores saem da aula esgotados, sem ter o prazer de sentir, que conseguiram dar uma boa aula, não por dificuldades suas, que eles procuram superar sempre com novos conhecimentos e novas metodologias, mas pela falta de educação que deveria vir de casa e falta de respeito para com os professores.
Pais e professores precisam andar juntos, pois ambos tem responsabilidade enorme na formação dos jovens, mas é preciso ficar bem claro o papel de cada um. Aos pais compete criar e dar educação familiar, com respeito aos mais velhos, incluindo avós, tios, amigos e principalmente os professores.
Aos professores compete despertar nos alunos o interesse pelo conhecimento, indispensável para o sucesso profissional. Para isso precisam ser ouvidos em sala de aula, estar atualizados, não só na sua formação acadêmica, mas entendendo as mudanças da sociedade e o comportamento humano, visando atingir a mente e o coração dos jovens, transformando-os em homens e mulheres honestos, dignos, solidários e principalmente comprometidos com o bem comum.
Os pais, que sabem que tem filhos com problemas na vida e na escola, precisam agir para ajudar a mudar atitudes inconvenientes de seus filhos, que perturbam em sala de aula. Cabe aos pais impedir que abusem da liberdade que lhes é dada e tenham comprometimento com os estudos.
Exijam respeito, não só em casa, mas principalmente no meio em que estiverem, seja na escola ou no lazer. Não existe nenhuma relação que perdure, quando não há respeito, de um para com o outro.
As crianças são seres em formação, que precisam de cuidados, de orientação e de muito amor. Pais e professores precisam estar unidos nesta missão, que deve ter como premissa o objetivo maior, que é juntos educar para a vida, formando pessoas de reconhecido valor